De repente…

Filed under: Pastoral — on outubro 16, 2011
É com esta expressão – “de repente” – que o livro de Jó inicia a descrição de uma série de tragédias na vida deste personagem. A expressão “de repente” dá sentido de algo que jamais poderia ser previsto. Aliás, o livro, logo na
introdução, no primeiro verso, ao descrever o tipo de pessoa que era Jó, faz questão de mostrar que ele era um homem íntegro, reto, temente a Deus e se desviava do mal. Sendo servo temente a Deus, com certeza era também prudente, responsável e cumpridor de seus deveres. Isto nos faz pensar que dificilmente Jó poderia receber qualquer notícia desagradável que pudesse parecer conseqüência de sua imprudência ou mesmo relapso. Sendo assim, só mesmo sendo permissão de Deus, e mais, sendo por meio de algo repentino, é que Jó poderia ter passado por tempos tão difíceis.
Neste mesmo sentido encontramos na passagem de 1Pe 4.15 a seguinte orientação: Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem. Tudo isso quer nos dizer que a nossa condição de santidade, de temor, de retidão diante de Deus e até mesmo de prudência, isto é, responsabilidade e cuidado no sentido de se procurar evitar surpresas desagradáveis e até trágicas, nada disso adiantará se Deus estiver nos permitindo tal provação. Foi isto que ocorreu a Jó e toda sua família. Por mais prudente que fosse, por mais consagrado e compromissado que fosse, ainda assim não poderia evitar a decisão de Deus de permitir ao mundo mal, representado por Satanás, de tentar convencer a Jó à desobediência. Na verdade, este é o sentido que encontramos neste livro para as aflições de Jó: sofrer para mostrar ao mundo que na angústia o nosso socorro vem de Deus e não dos homens, Sl 108.12; e mais ainda, que neste mundo que trevas em que habitamos, devemos andar como verdadeiros luzeiros que somos, transformados e guiados pelo Espírito Santo. Contudo, precisamos saber e nos preparar, pois as angústias que consomem aos ímpios, também estão ao nosso redor. E haverá tempo que elas também poderão bater a porta de nossa casa, nos assolando com tristezas e lágrimas. E quando isso acontecer, a primeira atitude que devemos
ter é: fazer a oração de Davi, conforme: Sl 139:24 “vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. A segunda é ter certeza de que nossa experiência com Deus é firmada sobre a fé genuína, para não cairmos nos conselhos equivocados de pessoas que estão do lado de fora dos acontecimentos de nossa vida. Aliás, é isto que encontramos em Jó 8,6: “se fores puro e reto, ele, sem demora, despertará em teu favor e restaurará a justiça da tua morada”. Ora, logo no início do livro, a descrição já do primeiro verso é a de que Jó era íntegro, puro e santo; e ainda assim Deus permitiu tamanha provação. Portanto, vede prudentemente como andais não como néscios, e sim como sábios, Ef 5.15. E se porventura, “se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”, 1Pe 4.14, com certeza será isso permissão de Deus. Então, enfrente tais momentos sempre com a atitude de Jó, que disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR! Jó 1.21.
Rev. Adilson de Souza Filho

Apresentai-vos para o louvor a Deus

Filed under: Pastoral — on setembro 25, 2011

Rm 12.1-2

O versículo 1 do texto acima diz: Rogo-vos, é o mesmo que admoesto-vos, encorajo- vos, exorto-vos. Esta expressão designa a integralidade do serviço cristão. Não podemos, simplesmente, servir a Deus apenas com as nossas emoções, ou palavras, ou dízimos… Deus quer a nossa totalidade. O ato de apresentar todo o corpo significa retribuir a Deus com o nosso serviço, adoração, fidelidade pela salvação recebida. E a maneira mais agradável e correta de se fazer isto é o nosso total desprendimento para
servi-lo. O sacrifício santo e agradável anunciado pelo apóstolo lembra o ato sacerdotal do Antigo Testamento, ou seja, consagração. Porém, esta consagração que agora vivemos é através da Cruz de Cristo e do revestimento do Espírito Santo. Assim, um corpo consagrado, significa ser integralmente consagrado para serviço de Deus. Não podemos consagrar apenas o coração para vivermos de emoções. Deve ser todo o nosso
corpo, e não uma parte apenas. Outra expressão digna de nota neste versículo é: Culto racional. Trata-se de uma palavra grega Logikós, que significa razão, inteligência. A exortação de Paulo é para que o povo tenha consciência do culto que está oferecendo a Deus. É uma orientação importante, principalmente para evitar que a comunidade viesse
a cair nos mesmos erros que Israel cometeu, quando por exemplo, celebrava a Deus da boca para fora, pois o coração estava contaminado pelo pecado: Is 1, 13. É necessário que o nosso servir a Deus seja integral e consciente, sem hipocrisia. É por isso que as multidões são atraídas por todo tipo de doutrinas, pois se deixa dominar pela emoção e acaba agindo por mera repetição, puro emocionalismo. O povo de Deus, movido pelo
Espírito Santo, depende de sã consciência, capaz de torná-lo convicto de seus atos de adoração. Assim, entenderemos que o culto racional significa adorar o nosso criador e redentor com sinceridade, sem deixar jamais que a emoção sufoque a nossa consciência.
Pois se isto acontecer não teremos como responder por nossos atos. O versículo 2 diz: Não vos conformeis. Não conformar com este século significa não ser cúmplice deste mundo de pecado. O Apóstolo Paulo está exortando a comunidade a não adotar os padrões do mundo, dos quais acabou de ser liberta pela Cruz de Cristo. Nós seres humanos, somos imitadores por natureza; temos uma tendência de adotar os padrões
que nos são oferecidos. Aliás, é por isso que somos vítimas de tantas dominações, pois seguimos modelos, símbolos, imagens. A grande estratégia do marketing de hoje é vender imagens. A manipulação torna-se fácil, pois os exploradores são especialistas em fazer o feio ficar bonito, o corrupto virar honesto, a mentira virar verdade e o profano virar sagrado. E isto não é criação da pós-modernidade. A Bíblia relata que o Diabo pode se transformar em anjo de luz para se possível enganar os eleitos de Deus.
Na filosofia isto é conhecido por sofisma. Hoje, dizem: “politicamente correto”, isto é, aceitar como certa uma coisa que seja errada. Existem dois caminhos, ou dois padrões apenas para serem seguidos: O Padrão do Mundo: Carregado das trevas do pecado. O Padrão de Deus: Bom, perfeito e agradável. O Apóstolo fala de Renovação da mente: Assim como todo o corpo foi apresentado consagrado, toda a mente foi renovada.
Somente a mente transformada, convertida, pode compreender que tipo de atitudes devemos ter na igreja, com Deus, com o próximo. Ter mente renovada não significa que o cristão recebeu a missão de sair mundo afora rotulando e condenando as pessoas. Ao contrário, o cristão de mente renovada vai ao mundo anunciar a Boa notícia do Evangelho da Salvação. Vamos transformar os padrões deste mundo tenebroso com os padrões de Deus. Finalmente, Paulo diz que devemos experimentar qual seja a boa,
perfeita e agradável vontade de Deus. É muito bom ter experiência com Deus. Porém, toda e qualquer experiência, revelação, visão, sonho… Tudo isto servirá para edificação do indivíduo e nunca à igreja. A única revelação que a igreja do Senhor Jesus Cristo deve seguir é a Bíblia; fora dela, a igreja não deve considerar nenhuma outra revelação. A Bíblia é a única regra de fé e conduta para o cristão: 2 João 7-11.
Rev. Adilson de Souza Filho

O versículo 1 do texto acima diz: Rogo-vos, é o mesmo que admoesto-vos, encorajo-
vos, exorto-vos. Esta expressão designa a integralidade do serviço cristão. Não
podemos, simplesmente, servir a Deus apenas com as nossas emoções, ou palavras, ou
dízimos… Deus quer a nossa totalidade. O ato de apresentar todo o corpo significa
retribuir a Deus com o nosso serviço, adoração, fidelidade pela salvação recebida. E a
maneira mais agradável e correta de se fazer isto é o nosso total desprendimento para
servi-lo. O sacrifício santo e agradável anunciado pelo apóstolo lembra o ato sacerdotal
do Antigo Testamento, ou seja, consagração. Porém, esta consagração que agora
vivemos é através da Cruz de Cristo e do revestimento do Espírito Santo. Assim, um
corpo consagrado, significa ser integralmente consagrado para serviço de Deus. Não
podemos consagrar apenas o coração para vivermos de emoções. Deve ser todo o nosso
corpo, e não uma parte apenas. Outra expressão digna de nota neste versículo é: Culto
racional. Trata-se de uma palavra grega Logikós, que significa razão, inteligência. A
exortação de Paulo é para que o povo tenha consciência do culto que está oferecendo a
Deus. É uma orientação importante, principalmente para evitar que a comunidade viesse
a cair nos mesmos erros que Israel cometeu, quando por exemplo, celebrava a Deus da
boca para fora, pois o coração estava contaminado pelo pecado: Is 1, 13. É necessário
que o nosso servir a Deus seja integral e consciente, sem hipocrisia. É por isso que as
multidões são atraídas por todo tipo de doutrinas, pois se deixa dominar pela emoção e
acaba agindo por mera repetição, puro emocionalismo. O povo de Deus, movido pelo
Espírito Santo, depende de sã consciência, capaz de torná-lo convicto de seus atos de
adoração. Assim, entenderemos que o culto racional significa adorar o nosso criador e
redentor com sinceridade, sem deixar jamais que a emoção sufoque a nossa consciência.
Pois se isto acontecer não teremos como responder por nossos atos. O versículo 2 diz:
Não vos conformeis. Não conformar com este século significa não ser cúmplice deste
mundo de pecado. O Apóstolo Paulo está exortando a comunidade a não adotar os
padrões do mundo, dos quais acabou de ser liberta pela Cruz de Cristo. Nós seres
humanos, somos imitadores por natureza; temos uma tendência de adotar os padrões
que nos são oferecidos. Aliás, é por isso que somos vítimas de tantas dominações, pois
seguimos modelos, símbolos, imagens. A grande estratégia do marketing de hoje é
vender imagens. A manipulação torna-se fácil, pois os exploradores são especialistas
em fazer o feio ficar bonito, o corrupto virar honesto, a mentira virar verdade e o
profano virar sagrado. E isto não é criação da pós-modernidade. A Bíblia relata que o
Diabo pode se transformar em anjo de luz para se possível enganar os eleitos de Deus.
Na filosofia isto é conhecido por sofisma. Hoje, dizem: “politicamente correto”, isto é,
aceitar como certa uma coisa que seja errada. Existem dois caminhos, ou dois padrões
apenas para serem seguidos: O Padrão do Mundo: Carregado das trevas do pecado. O
Padrão de Deus: Bom, perfeito e agradável. O Apóstolo fala de Renovação da mente:
Assim como todo o corpo foi apresentado consagrado, toda a mente foi renovada.
Somente a mente transformada, convertida, pode compreender que tipo de atitudes
devemos ter na igreja, com Deus, com o próximo. Ter mente renovada não significa que
o cristão recebeu a missão de sair mundo afora rotulando e condenando as pessoas. Ao
contrário, o cristão de mente renovada vai ao mundo anunciar a Boa notícia do
Evangelho da Salvação. Vamos transformar os padrões deste mundo tenebroso com os
padrões de Deus. Finalmente, Paulo diz que devemos experimentar qual seja a boa,
perfeita e agradável vontade de Deus. É muito bom ter experiência com Deus. Porém,
toda e qualquer experiência, revelação, visão, sonho… Tudo isto servirá para edificação
do indivíduo e nunca à igreja. A única revelação que a igreja do Senhor Jesus Cristo
deve seguir é a Bíblia; fora dela, a igreja não deve considerar nenhuma outra revelação.
A Bíblia é a única regra de fé e conduta para o cristão: 2 João 7-11.
Rev. Adilson de Souza Filho

Os “sem” igrejas

Filed under: Pastoral — on agosto 21, 2011

O número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu, informa reportagem publicada na Folha desta segunda-feira, dia 15. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, eles passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, um salto de 4 milhões de pessoas. Isto mostra um indicativo similar ao que acontece com milhões de católicos nominais, isto é, apenas de batismo, porém, não praticantes.

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais. Sobre a porcentagem de seguidores, a Igreja Universal apresentou a maior queda 24%. Segundo o jornal, isso está acontecendo porque está havendo uma “criação de igrejas dissidentes”, mas ainda é preciso aguardar a atualização do Censo para confirmar esta queda.No caso dos sem religião, eles foram de 5,1% da

população para 6,7%. Embora a categoria seja em geral identificada com ateus e agnósticos, pode incluir quem migra de uma fé para outra ou criou seu próprio estilo de

crenças, o que reforça a tese da desinstitucionalização.

Portanto, precisamos lembrar das inúmeras passagens bíblicas que nos exortam a perseverarmos na fé. Tem de fato havido muito abandono de irmãos e irmãs de nossas

igrejas, por motivos variados. Mas, talvez, um motivo que sobressai seja a falta de compromisso ou mesmo o esfriamento da fé.

De um lado há milhares de pessoas que lotam templos de igrejas que prometem milagres a qualquer preço; contudo, tais pessoas se interessam pelas ofertas de milagres

e não do genuíno Evangelho. De outro lado há milhares de pessoas que perderam o interesse pelo ensino da Palavra;

e mais do que isso, não julgam mais importante a criação de seus filhos no caminho do Senhor.

Mas também podemos pensar que tudo isso represente os sinais dos tempos, onde muitos esfriariam a sua fé, outros negariam a sã doutrina e ainda outros seguiriam falsos

ensinamentos. Diante disso, é necessário que vigiemos para que o Dia do Senhor não nos apanhe de surpresa. Quanto a nós, permaneçamos firmes na doutrina, aguardando nosso encontro com Cristo, autor e consumador da nossa fé.

Rev. Adilson de Souza Filho

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